AS RELAÇÕES DE PODER E AUTORIDADE QUE PERMEIAM O ENSINO E A APRENDIZAGEM NUMA CLASSE DE 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Esse é o tema do meu trabalho de conclusão de curso, se você deseja compartilhar sobre o tema com questões, informações téorico-práticas não deixe de escrever.
" Esse poder disciplinar, de acordo com Resende (1995), empregado nas escolas mesmo que discretamente ou de forma inconsciente, faz com que a espontaneidade da criança vá diminuindo com o passar dos anos e com o contato com a sociedade repressora, de forma que se transformam em seres sociáveis, mas limitados. Em outras palavras, se pode dizer que o poder utilizado arbitrariamente tem transformado boa parte das gerações em indivíduos que não são capazes de exercer suas cidadanias, conforme nos ensina Resende (1995, p.55.)"
E eu penso, mera futura educadora de passarinhos: Além disso, pela incapacidade de colocar-se, inclusive fisicamente, pode-se perceber que a escola muitas vezes se torna lugar de pessoas oprimidas e não conhecedoras da realidade que as cercam. Os estudantes em geral não exercitam, ainda que minimamente, suas cidadanias e não se consideram co-responsáveis pela construção do conhecimento de um modo geral.
Retomamos aqui a questão, cuja autoria desconheço, tão bem colocoda pelo blog Sujeito Coletivo:
"E o que é um professor, na ordem das coisas? Que tem o ensino a ver com o poder? Como podem as palavras se comparar com as armas? Por acaso a linguagem já destruiu e já construiu mundos!
Utilizo estas palavras para colocar a mesma questão, a mesma pergunta que se aprofunda em meu coração: Quem somos nós, educadores, afinal? Que professores temos sido? Que esperança temos sido para nossos alunos? Até quando esse poder, que não somente se exerce mais que se detém sim, vai permear nossas escolas de forma destrutiva, como ameaça das práticas da liberdade?
Leiatambém:
Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Professora Sim, Tia Não - Paulo Freire
Microfísica do Poder - Foucault
O Poder Simbólico - Bourdieu
Desigualdade Social e Diversidade Cultural na Infância e na Juventude - Freitas
" E o que é um professor, na ordem das coisas? Que tem o ensino a ver com o poder? Como podem as palavras se comparar com as armas? Por acaso a linguagem já destruiu e já construiu mundos?"
A esse texto e foto informamos os diretos para o Blog Sujeito Coletivo.
Depoimentos de alunosportadores de necessidades especiais, pais e professores em escolas inclusivas, especiais e de centros de referência. As diferenças da educação inclusiva e especial.
POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS EM EDUCAÇÃO QUE DERAM CERTO
TEMA: INCLUSÃO
Disciplina: Políticas Públicas para a Educação
Profª Dra. Gisela Wajskop
Alunas: Eliane, Fernanda, Thays - 4º ano noturno
A intenção desse trabalho é colocar alunos do último ano de Pedagogia em contato com Políticas Públicas para a Educação.
Nosso grupo tentou localizar Políticas Públicas em Educação para as Crianças com Necessidades Educacionais Especiais dentro do Sistema Regular de Ensino do Município de São Paulo.
Através das pesquisas pudemos aprender que a partir da Declaração de Salamanca de 1994 - Conferência Mundial de Educação Especial (http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf), que tratou dos Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas, os Governos reafirmaram seu compromisso com a Educação para Todos que garante a inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas da rede pública regular.
Apesar da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (http://www.rebidia.org.br/direduc.html) e que afirma o direito de todos a educação e que ao Governo cabe o atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino, foi verificado que tal inclusão não ocorria na maioria das cidades brasileiras.
Diante de tal fato, teve origem um documento denominado POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria nº 555/2007, prorrogada pela Portaria nº 948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008 que, implantaria a Política Nacional de Educação Especial.
A Política Nacional acompanha os avanços do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos, além disso, tal documento contém em seu marco histórico e normativo a trajetória da "inclusão da Inclusão no Brasil", bem como aponta os índices de matrículas de alunos com necessidades especiais nas escolas, e descreve a "transformação" das escolas especiais e a necessidade da inclusão nas escolas regulares, além de dizer, em linhas gerais, como e o que se deve fazer para incluir de fato o aluno na escola regular, inclusive no que se refere a formação do professor.
Assim originou-se a Secretaria Especial em esfera federal que auxilia as Secretarias Municipais Especiais, no nosso caso, a do Município de São Paulo:
Além da inclusão na rede regular de ensino, a secretaria prevê:
Apresentação
Os serviços de educação especial da Rede Municipal de Ensino atendem crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência intelectual, visual, física, auditiva e múltipla, surdocegos, alunos com condutas típicas de quadros neurológicos, psiquiátricos e psicológicos, com altas habilidades e superdotação que, no contexto escolar, evidenciam necessidades educacionais especiais e demandam atendimento educacional especializado.
A política de atendimento às pessoas com necessidades educacionais especiais prevê a oferta de atendimento especializado, em contexto inclusivo, tanto em escolas regulares quanto em escolas especiais aos alunos que dele necessitarem.
Dentre os serviços de Educação Especial destacam-se:
Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAI
Além dos cursos de formação que o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAI oferece para os professores das escolas regulares e os estagiários, a Secretaria Especial disponibiliza ainda diversas publicações para apoio dos profissionais cujas crianças com necessidades educacionais especiais atendem.
Essa é a política e seus fundamentos. Agora do observando as escolas municipais de ensino fundamental quais pontos deram certo?
Mesmo que no nosso cotidiano das escolas regulares pensemos que tais políticas não alcançam nossos alunos da maneira que deveria, temos que nos render a evidência de que, ainda que mínimos, existem diversos avanços nessa área a ponto de concluirmos que sim, tais políticas estão dando resultados que beneficiam nossos alunos... Tais exemplos podem ser vistos no vídeo que postamos aqui.
Esse blog tem como objetivo principal reunir educadores interessados em trocar idéias para aprender e ensinar passarinhos, especialmente passarinhos da Escola Pública, a voar... Mas que sejam educadores interessados num vôo intenso, com sentido, plugado na vida e descolado pro mundo... e não um vôo qualquer, de mesmice, de meninice eterna... Educadores que queiram passarinhos que, de fato, possam alçar vôos por sí mesmos... e ampliar... mudar...o mundo, a vida...